Kitty : uma história para aquecer os corações nesse final de ano…

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Eu acredito que a gente está onde deveria estar, e não foi diferente com a Carla (mãe da Kitty). Ela não costumava ir sozinha até às casas dos pais em Atibaia (SP), mas acho que naquele dia o anjo da guarda dela deu uma forcinha e, em uma gélida sexta-feira ela acabou indo para lá.

Assim começa a história da Kitty: conversando com a caseira, Carla ouviu a história de uma gata que tinha “dado a luz” em um galpão. De acordo com os relatos, a gata mãe havia morrido no parto e apenas uma gatinha havia nascido, acabando por passar a noite inteira chorando, com fome, frio e medo. Infelizmente, ninguém se sensibilizou com isso e ela continuava lá, abandonada e com a morte se aproximando.

Claro que a Carla não iria ficar indiferente! Foi correndo até o local e lá estava ela, assustada, chorando muito e minúscula. Depois de conseguir uma seringa, a nova “mamãe” tentou várias receitas de leite e nada da pequena se alimentar… ela só conseguiu comer depois que se esquentou e se sentiu segura.

A partir daí, foi uma luta diária. Aquecer, dar de mamar de duas em duas horas, estimular para fazer as necessidades, carinho e tudo mais que uma recém-nascida precisa. O tempo foi passando e a Kitty foi superando todas as expectativas! Até começar a comer sozinha foi um sufoco, mas foi como a Carla disse, “todo esse trabalho valeu a pena”. O que poucos sabem dessa história é que a mamãe da Kitty sofria de depressão e, agora… ela mesma vai contar o final da história para a gente:

Estava passando por um período difícil na minha vida. Refugiei-me em casa e não queria saber de nada que exigisse de mim qualquer responsabilidade. Tudo era pesado demais pra mim. Sentia-me cansada, insegura e imprestável.

Logo que eu peguei a Kitty, eu pensei em cuidar dela até uns 3 meses e depois doá-la. É claro que eu fui me apegando a ela e ela a mim. Comecei a sofrer com isso, queria ficar com ela, mas ao mesmo tempo me dava agonia só de pensar na responsabilidade que isso traria. Achava que não teria energia e capacidade emocional para sustentar os cuidados que eu estava dando a ela até aquele momento.

Sofri até os 3 meses quando finalmente eu entendi que, antes da Kitty chegar, Deus havia tentando me mostrar, através de várias situações, que havia lições a aprender, mas para isso acontecer eu precisaria ter coragem. Dei um perdido nesses sinais, fiz cara de paisagem e não confiei em mim mesma.

Bom, aí Deus pensou: “Hummm, essa menina é muito teimosa e medrosa! Ela sempre consegue inventar uma desculpa e fugir das responsas. Mas se ela acha que é tão espertinha assim, eu sou mais esperto do que ela e sei que há só um jeito de ensinar essa lição”. Então, o que foi que aconteceu?? Ele me mandou a Kitty, sabendo que de modo algum eu iria me recusar a resgatá-la e que, com certeza, eu iria me apegar tanto a ela que não conseguiria mais largá-la.

E foi assim que eu consegui fortalecer a minha confiança e a auto-estima, além de ter me ajudado muito a melhorar a minha convivência em casa (essa é outra história). Isso tudo graças a uma gatinha! Considero a Kitty um “presente de Deus” (principalmente porque o meu aniversário tinha sido na quarta-feira, dia 27, e Deus esperou até o sábado, dia 30, para me presentear). E você sabe né, presente a gente não recusa, hehe…

— Carla Yamamora

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[note] Um ótimo Natal a todos! Beijos da Kitty, Carla, Nany e toda a equipe Cozy. [/note]

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